segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Entre dois mundos

Feijão cozido* Brócolis cru, bem picadinho. Azeite Cardamomo ou gengibre em pó *Deixe o feijão dormir de molho na água e jogue essa água 'dormida' fora. Cozinhe e tempere (cebola + alho ou assafétida, louro, pimenta, sal ou missô, cheiro verde). Coloque um fundo de brócolis num prato de sopa ou numa tigela. Derrame o feijão (cozido e ainda quente com algum caldo) por cima. Povilhe algum gengibre ou cardamomo. 1 fio de azeite. Pode comer com pão, se quiser.
Combinações entre cozidos e crus são boas pedidas pra quem está fazendo a transição entre a cozinha 'morrida'(=cozida, 'normal') e a cozinha 'viva'.
Sugestão de almoço básico de transição:
  • arroz integral e feijão cozido,
  • saladas cruas: folhas, cenouras e flores (brócolis, couve-flor, tudo cru, picado bem pequenino; pode ser flor 'de verdade' também: pétalas de calêndula, capuchinha, amor perfeito. As rosas ficam melhores nos doces!)
  • descozidos de legumes esfiapados (abobrinha, abóbora, mandioquinha, inhame) temperados com missô, sal ou shoyo (eu, particularmente, não gosto muito de shoyo, e adoro missô!)
  • Procure sempre manter a presença harmoniosa dos 6 sabores com sabor principal em cada prato: ácido, adstringente, amargo, doce, salgado, picante.

O alimento cru=vivo é intessante porque vem com as enzimas digestivas que necessitamos para digeri-los intactas, porém é forte, e portanto, devemos nos acostumar com ele aos poucos, para evitar o estranhamento do organismo com a mudança de alimentação.

Postado por MaFê

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Refogado de Cambuquira – a iguaria


Para quem não gosta de comer legumes e verduras – ou seja, está mal-acostumado – a Cambuquira é a opção para a sua “iniciação”. É simplesmente muito gostoso.

Cambuquira é os brotos da abóbora. A parte mais nova de seus ramos - com gavinhas, flores e brotinhos.
Tudo é aproveitado, inclusive os talos mais grossos, que vão para a panela de pressão para amolecer.
Cozinhei também as folhas grandes ao vapor, para aproveitar enrolando em charutinhos, como se faz com as folhas de uva.

Ontem, provamos o refogado de cambuquira. Que delícia!
Interessante que não é uma verdura muito divulgada. Quase ninguém conhece. Quando fui à feira, nem o feirante sabia explicar direito o que era. Sorte que uma senhora viu a cena e logo se aproximou: “Cambuquira! Que saudade... brotos de abóbora! Meus pais faziam quando eu era criança e morávamos na Itália..!” – com um suspiro e aqueles olhos brilhantes de quem lembra de momentos bons.

Precisou vir alguém da Itália e cruzar o meu caminho, para que eu soubesse o nome desta iguaria. Acho que o brasileiro deveria aproveitar mais as coisas boas que são daqui mesmo.

Por outro lado, a feira vêm (ainda) se mostrando um grande espaço de convivência e de oportunidade de transferência de conhecimento entre gerações: Sempre que tive dúvidas, não tardou a aparecer um senhor ou senhora prestativa, para esclarecer as coisas, cheios de boa vontade.


Refogado de cambuquira

Receita:
1 maço de cambuquira
Alho desidratado
Cebola desidratada
Algumas gotas de shoyu (procure uma marca sem glutamato, porque o glutamato faz mal pra saúde e engorda)
Caldo de legumes (Feito em casa, é lógico. Que esses “prontinhos” são carregados de glutamato e enxaqueca )
Polpa de tomate

Colocar um fio de óleo de girassol na panela, adicionar o alho e cebola, deixar dourar levemente.
Pegar a cambuquira, previamente escolhida e lavada, jogar na panela, virar brevemente, e adicionar o caldo de legumes (se não tiver, pode adicionar água).
No final do cozimento, pode adicionar algumas colheres de sopa de polpa de tomate.
Fica ótimo.

domingo, 9 de novembro de 2008

Sucos verdes

Acorda aí! melancia ou melão pepino cenoura maçã limão gengibre couve Grãos germinados ' Aterrador ' tudo do Acorda aí menos a melancia ou melão. inclui inhame ou abóbora paulista Obs: o Alberto P. Gonzalez (dr. bonitão do suco verde) no livro 'Lugar de Médico é na Cozinha', 3ª edição revisada coloca que melão e melancia são frutas que devem ser consumidas em sozinhas, porque não combinam com nada. Ele também recomendava o consumo de grãos de soja germinados, coisa que recentemente deixou de fazer, recomendando apenas o uso do soja fermentado sob forma de missô. Das Moças abacaxi gengibre pera beterraba menta ou hortelã (se quiser) Das Moças, com mais frescura melancia gengibre pera limão menta ou hortelã Postado por MaFê Adendum: Sandro: o que faz um suco verde ser considerado um suco verde? MaFê: suco verde = suco da terra MaFê: suco da terra tem : MaFê: * água estruturada, que vem de dentro dos frutos, dos legumes MaFê: como abóbora paulista, pepino, maçã Sandro: legal MaFê: tem frutos, folhas para 'dar sabor' e sementes germinadas para 'turbinar' MaFê: não tem água do filtro, da garrafa, da torneira Sandro: deve ficar bem grosso MaFê: pode coar, se preferir MaFê: aliás, é recomendável, porque não é todo mundo que tolera ingerir muita celulose MaFê: pode fazer na centrífuga (menos a parte das sementes) ou no liquidificador, com 'filtro' ou coar em um coador de voil MaFê: pode colocar um dedinho de babosa (aquela babona) Sandro: eu passava a babosa no cabelo MaFê: é, a babona pode comer também MaFê: mas nunca fiz nem uma coisa nem outra MaFê: tira a casca e os espinhos MaFê: coloca só o meio, MaFê: que é mucilaginoso (gosmento, mesmo, rs)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Salada de Esposo*

Caaaaaallllllllllmmmmmmaaaaaaaaaaaaa! Não se trata de um post antropofágico, [embora eu só coma carne beeemmmm viva, ;-)!] Eu passei um final de semana fora de casa e quando eu voltei, fui apresentada à nova iguaria criada pelo 'dono' da casa, rs! Folhas de rúcula lavadas e rasgadas Folhas de alface americana lavadas e rasgadas Tomates picados (ou tomates cereja, isso foi pitaco meu, depois) Carne de azeitona Azapa esmagada no azeite Manjerona e uma pimentinha, se for o caso Crutons de pão básico Misturar as folhas, os tomates com as mãos, esfregando de leve para a rúcula 'soltar' o sabor e o aroma. Na hora de servir, regar com o azeite 'encarnado' de Azapa (que ficou macerando com as especiarias) e espalhar os crutons por último (por cima de tudo, e no último instante).

Obs.: O Esposo notou que depois que as folhas estão picadas, elas ocupam um volume menor e acabamos montando o prato com mais comida que cabe no estômago. Observe o volume das folhas antes de rasgá-las, ajuda a fazer o prato do tamanho 'certo'.

*Esposo, né, que marido é aquele eletrodoméstico estático, que algumas pessoas pessoas ganham de 'presente' de casamento, que faz a interface entre a operação randômica do controle remoto da TV/Hometheater/whatever e qualquer superfície horizontal, plana, imóvel e relativamente macia.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Tenha modos: como comer alcachofras


Sandro:
féfa?
eu comprei alcachofras
me salve
MaFê:
rs!
Sandro:
acho que vou colocar num vaso com água rs
MaFê:
eu já ganhei um buquê assim
quase chorei!
Sandro:
sério?
MaFê:
sério
eu amo alcachofra
amo alcachofra e detesto flor ornamental cortada/morta
o esposo comprou alcachofras uma vez, passou na floricultura e mandou fazer um buquê
e chegou assim em casa...
rs
Sandro:
que legal!
MaFê:
muito!
Sandro:
bom...
MaFê:
lava bem, vê se não tem inquilino entre as pétalas/folhas
cozinha no vapor
depende do tamanho,
em média 20 minutos
Sandro:
inteira?
ou despedaça ela?
MaFê:
inteira.
eu corto o cabo e jogo fora
na hora de comer, muito cuidado
coma a parte tenra das pétalas maiores
eu 'raspo'com os dentes do maxilar inferior,
que nem a gente faz com colher de brigadeiro
chega uma hora que as pétalas ficam pequenas, sem 'carninha'
é hora de ir ao coração da alcachofra
que fica na base da flor
pega uma faca boa e corta na linha que as pétalas que foram retiradas deixaram
cuidado que no meio tem uns pelinhos duros
não coma aquilo, jogue fora
se 'grudar' no coração da alcachofra, lava bem antes de comer para tirar todos os pelinhos duros
eu como sozinha, sem molho nem nada,
é delicada, primorosa
Sandro:
só cozido no vapor, né?
MaFê:
pode cozinhar na água, mas perde vitaminas
se for ao forno, tem de cozinhar antes
só vai no forno para gratinar (é uma no cravo e uma na ferradura: alcachofra pra fazer bem pro fígado, e queijo pra zoar o fígado)
Sandro:
coloca ela de ponta-cabeça no vapor? ou com o fundo pra baixo?
MaFê:
tanto faz
eu ponho do jeito que cabe,
tem umas alcachofras mutantes dos incas venusianos...
Sandro:
o velhinho da feira que me ensinou, pegou um monte de cabo pra fazer “palmito” em casa
MaFê:
cabo de alcachofra?
Sandro:
é. o feirante descascou um e comeu. o miolo do cabo é molinho. até que é gostoso
mas o certo é descascar a parte fibrosa por fora do cabo e cozinhar um pouco antes de servir.
MaFê:
vou experimentar comer o miolo...
Sandro:
vou lá fazer... com umas gotas de shoyo no final... shoyo sem glutamato, claro. porque o glutamato faz mal pra saúde e engorda
MaFê:
vai lá
deguste
é divino!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pizza de tudo-que-sobrou-da-geladeira

Essa pizza era só para não desperdiçar ingredientes que sobraram de outra pizza. Tudo começou quando fiz uma pizza de tofu-shitake no domingo (postarei essa receita mais para frente...) e, para facilitar, acabamos comprando a base da pizza semi-pronta - a Focaccia Tia Mona sete grãos, que é integral, vegana, e vem em uma embalagem com duas unidades - então acabou sobrando uma das unidades pra hoje também. Entretanto, não iria me dar ao trabalho de registrar aqui, se o resultado não tivesse ficado uma das melhores pizzas que já comi... Pizza do Restolhão Ingredientes: Disco de pizza integral Polpa de tomate Cobertura: Sobras de: - Queijo mozzarela vegana. - Jiló ao pesto de couve - Repolho roxo ao azeite - Ervilhas ao alho-poró - Shiitake refogado com tomate ao ghee (se você for vegano, pode substituir por marga... marga... well... you know who) - Queijo ralado vegano por cima, para gratinar. Modo de fazer: Assar previamente a base da pizza integral em forno pré-aquecido, em fogo baixo até ficar crocante. Tirar do forno, espalhar polpa de tomate pela massa, evitando as bordas. Colocar os ingredientes da cobertura e deixar mais uns 5-10 minutos no forno. Ordem dos ingredientes da cobertura: Fatiar a mozzarela vegana, espalhar. Espalhar jiló ao pesto, ervilhas, repolho, shitake, e por último, polvilhar o queijo ralado vegano. Ao servir, passar um fio de azeite.

sábado, 25 de outubro de 2008

Acompanhamentos rápidos

Esse post é para registrar as "melhores práticas" culinárias para as comidas de durante a semana. (Depois de fazer um curso sobre o modelo Toyota, estou determinado a instituir uma "cozinha que aprende" aqui em casa.) É estranho falar de cozinhar e sistemas de produção no mesmo texto? É isso que dá deixarem um homem chegar na cozinha - fiquei por lá e acabei gostando... Repolho bicolor ao vapor Modo de fazer: Picar repolho roxo e verde. Cozinhar ao vapor. Quando estiver bom, temperar com azeite, gersal e manjerona em flocos. Fica uma delícia. Já experimentei preparar repolho assado, cozido, com creme, etc. mas essa maneira é a que eu achei mais gostosa e mais rápida. Além disso, a mistura deixa o prato colorido. Sempre achei que "colorir" o prato deixa a refeição mais apetitosa, já que comemos também com os olhos. Salada de folhas de beterraba Folhas de beterraba lavadas e cortadas em tiras não finas. Folhas de outra salada (agrião, espinafre ou rúcula) Rabanetes picados no processador Pedacinhos de maçã Molho de soja Molho de Soja Ingredientes: 1 xic. Leite de soja sem sabor (eu uso jasmine ou vitao - o vitao tem gosto mais pungente) Vinagre Mostarda em pó 1/2 xic. Óleo de girassol. Açúcar dourado Bater tudo no liquidificador, até se tornar uma maionese. O óleo deve ser acrescentado enquanto os outros ingredientes batem no liquidificador, como um fio no centro do redemoinho que se forma. Essa salada é ótima, fica uma delícia, e pode virar recheio de wraps vegetarianos. Já fiz assim e gostei. Espinafre ao sugo Essa é fácil. Saltear o espinafre com cebola e alho até murchá-lo. Acrescentar polpa de tomate e deixar cozinhar. Quase no final, temperar apenas com alecrim (faz toda a diferença!), sal e azeite. Por Sandro